quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fotocrônica

A grande casa verde
Casa dos Braga onde viveu Rubem Braga e toda a sua família.Na grande casa verde, de 16 cômodos, funciona a Biblioteca Pública Municipal.
Pelo parecer deixaram saudades as pessoas que ali viveram, em cada cômodo pode -se ver a saudade que deixou essas pessoas,lembranças que parecem muito importantes para todo o povo dessa cidade para a sociedade uma importância sem igual.
Há um lugar separado para ler poesias  conhecido como “Praça da Poesia”.Também pode se encontrar um porão naquela grande casa onde funciona  a parte de empréstimo dos livros.
Em minha infância como não havia muitos recursos, eu gostava de utilizar aquela grande casa verde para fazer minhas pesquisas.
Embora hoje haja muitos recursos alguns já nem se lembram que a grande casa verde já foi muito utilizada e muito preciosa para nós.Eu reconheço que até mesmo com os recursos de hoje ainda devemos nos lembrar dela e não desprezá-la, como se ali não fosse um lugar de grandes recordações!
Pois eu terei sempre em minha memória como um lugar em que busquei sabedoria.
No momento em que olho aquela grande casa verde posso me recordar de alguns acontecimentos que ali vivi.
Uma vez que eu estive lá, posso me lembrar como se fosse hoje, um dia ensolarado! Eu e algumas amigas, estávamos muito agitadas andando de um lado para outro procurando um livro de romance e que ao mesmo tempo tivesse aventura!
Estávamos ansiosas para encontrar algo interessante que pudéssemos ler, com isso não parávamos de falar, de comentar, foi assim que então, veio a moça que empresta os livros e disse:
"Por favor, falem baixo, se comportem! Estão agindo como meninos ,assim não dá, estão todos reclamando, pois todos  precisam de silêncio para ler, para se concentrar! "
Depois desse momento abaixamos nossas cabeças, e com muita vergonha, escolhemos um livro qualquer e voltamos para nossas casas!
Depois desse dia toda vez que voltávamos lá, nos lembrávamos do silêncio na grande casa verde!

  
              Luana Alves 3º M²-Prof.Diego









Fotocrônica



Sonho azul
Em uma cidade que começava a aumentar sua produção de café , foi necessário a construção de uma estação ferroviária , que começou a mudar a vida dos capixabas e principalmente a de um menino que morava próximo a nova estação .
O apelido dele era Zunga , ele era muito conhecido por adorar cantar as musicas famosas da época e por adorar azul , ele usava quase sempre roupas de tom azulado .
Acordou de manha vestiu sua camisa azul preferida , seguiu pela sala até a cozinha onde na mesa o esperava um delicioso café da manha , que sua mãe fizera com tanto carinho , ele comeu até se fartar e depois foi para escola, foi um dia muito divertido na escola , ele brincou muito . Na volta da escola olhou para o céu ,  percebeu que estava de um azul lindo que chegava a ofuscar os seus olhos , mas mesmo assim ele continuou olhando e começou a criar imagens em sua mente . Nessas imagens tudo era azul e ele podia cantar sem parar e sem cansar , as formas eram diferentes das formas normais porém não deixavam der ser perfeitas em sua cabeça .
De repente a sua música parou e ele começou a ouvir um grande barulho que de tão forte manchou suas lindas imagens , quando ele se deu conta só o que pode ver é que estava caminhando sobre os trilhos da nova estação e que já era tarde demais para sair do caminho do grande trem que se aproximava .
Foi uma grande tristeza para a família ver um menino tão novo e tão cheio de vida perder uma das pernas , entretanto para ele tudo aquilo era a prova que ele deveria superar tudo e realizar o seu sonho . E assim ele fez superou tudo usando uma perna mecânica e se tornando o maior cantor e compositor brasileiro de todos os tempos.
 Nome:  Paula  Aparecida Lima     Serie:3°m¹     prof.Diego

Fotocrônica



“Fábrica de Pássaros”

            Rotina de escola. Assim começa essa história. Em uma escola estadual do Espírito Santo da cidade de Cachoeiro de Itapemirim, curtiam a simplória rotina de ensino, alunos comuns. Tudo até agora parece simples, certo? É assim que a maioria dos alunos pensava e alguns ainda pensam, mas não eu. Tudo isso por uma visita organizada pela escola, à tarde em um lugar onde não imaginávamos ir e que talvez nunca pensássemos que existia logo aqui, na simples cidade.
            Sem mistérios agora. O título faz querer saber o que o texto diz, e não é muito diferente do que realmente é, pois naquele dia de visita fomos a um lugar diferente e emocionante, pelo menos a mim, onde verdadeiros pássaros de madeira eram produzidos. Confunde um pouco a cabeça quando não sabemos o que é, mas quando vemos ficamos apaixonados. Esses “pássaros”, não tinham o formato de pássaro, mas eram peças que reproduziam o som deles. A variedade era diversa e nosso espanto e admiração cresciam a cada pio tocado pelo jovem rapaz que nos recebeu e que era neto, senão me engano, do então falecido Maurílio Coelho, fundador da fábrica de pios, mas essa história nós não veremos por agora.
            Quantas vezes via tais pios na TV, internet e nunca soube que aqui nasceu a perfeição dos pios, na simples cidade de Roberto Carlos, Rubem Braga, Nilton Braga e demais famosos artistas e pensadores cachoeirenses. A casa de pios não só fica escondida fisicamente como socialmente. Se falo a verdade caro leitor? Com toda a certeza sim, pois sei que muitos que agora lêem o que escrevo nunca ouviram falar dessa encantadora fábrica, que me fez até abandonar a idéia de visitar a fábrica de chocolates.
            Naquele mesmo dia em casa não parava de pensar no meu dia e na visita que havia feito, fazendo projetos de comprar, divulgar, fazer uma estante pra mim só com meus pios preferidos. Tudo isso era a famosa mania de adolescente, que quando descobre algo quer explorá-lo.
            Mas com o tempo, a rotina foi me calando, calando e calando. Até que eu me esqueci! Esqueci do quanto é importante o apoio à cultura, de quanto é importante divulgarmos o que gostamos e o que nos apaixonamos um dia, pois quando nos apaixonamos por algo, mesmo que passe, não esquecemos. Minha dica? Nunca deixe que seja esquecido o momento em que seus olhos brilharam. Pois os meus brilharam um dia, mas a rotina me fez perder a paixão pela “fábrica de pássaros”. 


Prof.Diego

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fotocrônica


Laranjas e Memórias


Por Eliane Lima de Aquino, 3°M2. prof.Diego



   Três da manhã. O escuro naquela fazenda no Frade convida ao sono e traz consigo uma leve brisa gelada. Por entre as frestas da janela, gotas de lua iluminam meu rosto amassado, recém-acordado. Ainda sentia o cansaço em cada músculo do meu corpo.
     Depois de alguns minutos, ouço a voz do meu pai. É hora de levantar para mais um dia de cansativo trabalho.
     Depois de um rápido café da manhã, era hora de trabalhar. Descíamos para o pasto, carregando sacos de estopa dobrados. Meu pai descia na frente. Dizia que o escuro escondia perigos para um menino de oito anos como eu. O silêncio da madrugada rodeava-nos. Os únicos barulhos audíveis eram os grilos que cantavam felizes, e os sapos coaxando no ribeirão.
       Depois de andarmos um pouco, em silêncio, chegamos. Mesmo na escuridão da noite podíamos enxergá-las. Redondas, amarelas, brilhantes e suculentas. Eram as laranjas mais doces daquela região.
       Deixamos os sacos dobrados em um canto. Pegamos a velha escada, apoiamos em uma das altas árvores. Assim começava nosso trabalho. Enquanto meu pai subia nos pés e derrubava as laranjas, eu as catava, e colocava dentro dos sacos com cuidado. Uma, duas, três, dez, vinte, cinqüenta, cem, mil... Eram tantas que até perdia as contas.
     O dia acordava esperto, a nos espiar por detrás dos morros. Seus raios claros pintavam as folhas das árvores de um leve brilho amarelo. Era um novo dia que se iniciava. No clarão da manhã era que a paisagem se tornava mais bonita. Todas aquelas árvores, de folhas densas e verdes, que balançavam de um lado para outro com a brisa matinal. E bem no meio delas, pequenos pontos amarelos. Aquela vasta plantação me fazia pensar no infinito. Um infinito quase perfeito.
      E os sacos cheios daquelas formas redondas eram empilhados. Colher, colocar nos sacos, empilhar. Essa era a única tarefa durante todo o dia.
      Quando chegava a noite, estávamos exaustos. Colocávamos os sacos nas costas, um por um, para levarmos até a cozinha. E como eram pesados! Quando subia o morro vagarosamente com um dos sacos nas costas, quase me esquecia de que eu ainda estava vivo.
      Quando chegava em casa quase morto, minha mãe me esperava para o jantar.
         Comia vorazmente.
       Tomava banho gelado. Parecia que ele acordava minha alma. Depois deitava na esteira, cansado, e logo adormecia.
       Três da manhã novamente. Mas dessa vez, acordava por conta própria. Meu pai já me esperava do lado de fora. Era o dia de vender nossas laranjas. Descíamos com os sacos novamente. Até a beirada do rio.  E quando chegávamos, lá estava ela a nos esperar. A canoa, de madeira escura, flutuava devagar sobre o rio. Meu pai dizia que aquela era uma das melhores canoas que existiam. Tinha sido construída com muito cuidado, esculpida a partir de uma grande árvore de boa madeira.
       Depois de colocar os sacos dentro da canoa, nós entrávamos. Papai era bom remador, trabalhava a muito tempo desse jeito e isso fez com que ele tivesse braços muito fortes e calos nos ombros. O balanço da canoa me dava frio na barriga.
      Nosso destino era Cachoeiro. Demorávamos quase 6 horas viajando. Apenas as verdes paisagens nos distraía, ás vezes a linha do trem que passava ao longe. Depois de um tempo essa paisagem ia ficando para trás, revelando uma pequena cidade, ainda despovoada, mas que crescia.
     Enfim, chegamos. Paramos no porto. Descarregamos a canoa. Eu ficava ali vigiando a canoa enquanto meio pai ia vender as laranjas no pequeno mercado do outro lado da estrada. No porto, havia de tudo. Pessoas vendiam uma porção de coisas: Galinhas, porcos, legumes, frutas. Era bom ver aquilo tudo. Velhas carroças passando, os carros levantando poeira, as moças bem vestidas, os homens de chapéu. Tudo aquilo parecia ser um outro mundo do qual eu ainda não fazia parte.
    Alguns minutos depois, meu pai voltava satisfeito. Não era pelo dinheiro, pois o que ganhávamos vendendo alimentos era o mínimo para que a gente sobrevivesse. A satisfação era pelo fato de conseguir vender algo que ele mesmo plantou.
    Essa é só uma das histórias que guardo com saudade dentro do meu coração. Uma história que tenho orgulho de poder lembrar, e que as laranjas não me deixam esquecer